Literatura Africana Contemporânea
A literatura africana contemporânea
não tem recebido, especialmente nos países de língua portuguesa, a devida atenção, merecida por sua importância
cultural. Ela tem se manifestado nos diversos idiomas que configuram a teia
linguística do continente africano, dos quais os principais são os de origem
francesa, inglesa e portuguesa.
A
literatura exercitada neste continente ganhou repercussão mundial por meio de
autores renomados e premiados, como Wole Soyinka, da Nigéria; Nadine Gordimer,
da África do Sul; e o egípcio Naguib Mahfuz, todos detentores do Prêmio Nobel
de Literatura. Destacam-se também o queniano Ngugi Wa Thiong’o, o poeta
ugandense Okot p’Bitek, entre outros.
Não se
pode subestimar o papel significativo que as mulheres africanas exerceram nesta
literatura; em seus livros elas relatam suas experiências complexas e
peculiares, em um continente no qual as mulheres ainda enfrentam problemas
típicos dos séculos passados, como a poligamia, ser mãe, a prostituição e a
subjetividade feminina, além das formas encontradas para fugir da intensa
repressão que sofrem.
Escritoras
como Amma Darko, Flora Nwapa, Buchi Emecheta, Mariama Ba, Fatou Diome, Bessie
Head, Tsitsi Danaremba, entre outras, fazem de sua obra uma bandeira pela
integração do feminino na sociedade africana, radicalmente patriarcal e
machista, bem como nas decisões econômicas e na vivência cultural.
Na
literatura atual sobressaem nomes como os de Mia Couto, José Eduardo Agualusa e
José Luandino Vieira. Mia é de uma família de imigrantes portugueses que se
fixaram em Moçambique, país onde ele nasceu, em 1955. Ele é hoje um dos autores
moçambicanos mais importantes, e traduzido em inúmeros idiomas.
Seus
esforços convergem para a elaboração de uma nova narrativa continental. Sua
principal obra, Terra Sonâmbula, foi escolhida por um júri especial como uma
das melhores produções do século XX. Este romance é constantemente comparado
com os livros do brasileiro Guimarães Rosa.
O
angolano José Eduardo Agualusa é integrante da União dos Escritores Angolanos.
Ele contribuiu não só com sua obra, mas também através da criação, em parceria
com Conceição Lopes e Fatima Otero, da editora brasileira Língua Geral, a qual
é voltada exclusivamente para a edição de livros no idioma português. Entre
suas publicações constam Na rota das especiarias, o Filho do Vento, A girafa
que comia estrelas, entre outras.
Outro
angolano importante é José Luandino Vieira, nascido em Portugal, mas
naturalizado cidadão de Angola por sua imprescindível atuação na construção da
República Popular de Angola, logo depois da conclusão da Guerra Colonial. Em
2006 ele recebeu o Prêmio Camões, o mais significativo nas premiações
literárias, mas o rejeitou, por acreditar que não está mais literariamente
ativo; mesmo depois desse discurso ele ainda lançou mais dois livros, neste
mesmo ano. Entre suas criações estão os contos Luanda e Velhas Histórias; os
romances Nosso Musseque e Nós, os do Makulusu; entre outras novelas e livros
infanto-juvenis.
Fontes:
http://blogs.utopia.org.br/levi/tag/literatura-africana/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto
http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Eduardo_Agualusa
http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Luandino_Vieira
http://blogs.utopia.org.br/levi/tag/literatura-africana/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto
http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Eduardo_Agualusa
http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Luandino_Vieira

