O que você acha do novo Acordo Ortográfico?
Está em vigor o Acordo
Ortográfico que unifica a escrita em todos os países que falam português. Ainda
causador de dúvidas e polêmicas, o Acordo mudou a grafia de apenas 0,5% das
palavras escritas no Brasil. Para muitas pessoas, esse assunto é indiferente.
Mas quem usa obrigatoriamente a ortografia oficial, como professores,
jornalistas, redatores, editores, escritores e estudantes, tem muito o que
decorar. "Esse Acordo só interessa ao Brasil", já gritaram certos
portugueses. "É útil e facilitará o intercâmbio cultural entre países
lusófonos", retrucam especialistas. O fato é que até 2012, o país precisa
se adequar às novas regras. O que você acha desse Acordo?
ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A
SEGUIR:
Bom para a unidade e prestígio dos países?
"Para [Evanildo] Bechara, a reforma ortográfica é necessária para defender a língua portuguesa. Trata-se do único idioma falado por um grupo majoritário - mais de 230 milhões de pessoas - no mundo a ter duas grafias diferentes. É essencial que o português se apresente com uma única vestimenta gráfica. Para manter o prestígio e para que seja mais bem ensinado e compreendido por todos".
[Sylvia Colombo. Folha de S. Paulo. Ilustrada, 29/12/08.]
Somos 230 milhões no mundo
[Veja,
Especial, idioma p. 193. São Paulo: Abril. Ed. 2093. Ano 41, nº 52: 31/12/08.]
O (des)acordo ortográfico
"Nesta Folha e em outros veículos, já expressei claramente minha oposição a esse estéril e inoportuno Acordo, cujo custo supera o suposto benefício. Respeito profundamente a posição (...) de homens da estatura e dignidade do lexicógrafo Mauro Villar, [...] e do professor Evanildo Bechara, mas, do baixo da minha insignificância, ouso perguntar: não teria sido melhor esperar que tudo estivesse realmente pronto para "cortar a fita do Acordo?"
[Pasquale Cipro Neto. Folha de S. Paulo. Cotidiano, 1/1/09.]
Um Acordo e várias vozes
· "Buemba!Buemba! [...] Novidades da reforma, ops, do puxadinho ortográfico. Tem um botequim no Rio que tá vendendo lingüiça com trema e linguiça sem trema. Com molho e sem molho! Rárará!"
[José Simão. Folha de S. Paulo. Ilustrada, p. E9. 13/1/09].
· "Pára tudo, tivemos uma idéia ótima.
Quer dizer... Para tudo, tivemos uma ideia ótima. Estranho, não?
(...) Nós continuaremos a gritar: PARA TUDO! Mas olha como é ruim gritar isso
sem acento! O acento confere drama, pressa, desespero. E não, não deixaremos de
ser desesperadas nem dramáticas (...).. Mas teremos de escrever desse jeito,
porque é o que manda a reforma ortográfica que começa a funcionar (...).
[Jô Hallack, Nina Lemos, Raq Affonso. (02 Neurônios) Folha de S. Paulo.
Folhateen, 6/10/08.]
· [...] Vou
sentir falta da velha ortografia, uma falta nada nostálgica, mas visual.
"O voo, sem o circunflexo, parece que ficou mais raso e pesado.(...). E o
que dizer da nova 'ideia'? Sem o acento agudo tornou-se grave, fechada (...). E
os tremas, esses dois pontinhos suspensos, olhinhos fixos que davam tanta graça
e elegância à letra 'u'?
[Milton Hatoum. O Estado de S. Paulo. Caderno 2, 9/1/09]
· Proposta de redação:
Tendo como base as
ideias apresentadas nos textos acima, fazer uma dissertação
sobre o tema O que você acha do novo Acordo
Ortográfico?
· Seu texto deve ser escrito em língua portuguesa;
· Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;
· A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
· Não deixe de dar um título a sua redação;
Profa. Dilma Oliveira

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