domingo, 17 de novembro de 2013

VESPASIANO MARTINS: Todas as turmas - Língua Portuguesa

O que você acha do novo Acordo Ortográfico?

Está em vigor o Acordo Ortográfico que unifica a escrita em todos os países que falam português. Ainda causador de dúvidas e polêmicas, o Acordo mudou a grafia de apenas 0,5% das palavras escritas no Brasil. Para muitas pessoas, esse assunto é indiferente. Mas quem usa obrigatoriamente a ortografia oficial, como professores, jornalistas, redatores, editores, escritores e estudantes, tem muito o que decorar. "Esse Acordo só interessa ao Brasil", já gritaram certos portugueses. "É útil e facilitará o intercâmbio cultural entre países lusófonos", retrucam especialistas. O fato é que até 2012, o país precisa se adequar às novas regras. O que você acha desse Acordo?

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:

Bom para a unidade e prestígio dos países?


"Para [Evanildo] Bechara, a reforma ortográfica é necessária para defender a língua portuguesa. Trata-se do único idioma falado por um grupo majoritário - mais de 230 milhões de pessoas - no mundo a ter duas grafias diferentes. É essencial que o português se apresente com uma única vestimenta gráfica. Para manter o prestígio e para que seja mais bem ensinado e compreendido por todos".
                                                          [Sylvia Colombo. Folha de S. Paulo. Ilustrada, 29/12/08.]

Somos 230 milhões no mundo


[Veja, Especial, idioma p. 193. São Paulo: Abril. Ed. 2093. Ano 41, nº 52: 31/12/08.]

O (des)acordo ortográfico

"Nesta Folha e em outros veículos, já expressei claramente minha oposição a esse estéril e inoportuno Acordo, cujo custo supera o suposto benefício. Respeito profundamente a posição (...) de homens da estatura e dignidade do lexicógrafo Mauro Villar, [...] e do professor Evanildo Bechara, mas, do baixo da minha insignificância, ouso perguntar: não teria sido melhor esperar que tudo estivesse realmente pronto para "cortar a fita do Acordo?"
                                                        [Pasquale Cipro Neto. Folha de S. Paulo. Cotidiano, 1/1/09.]

Um Acordo e várias vozes

·  "Buemba!Buemba! [...] Novidades da reforma, ops, do puxadinho ortográfico. Tem um botequim no Rio que tá vendendo lingüiça com trema e linguiça sem trema. Com molho e sem molho! Rárará!"
                                                                 [José Simão. Folha de S. Paulo. Ilustrada, p. E9. 13/1/09].

·  "Pára tudo, tivemos uma idéia ótima. Quer dizer... Para tudo, tivemos uma ideia ótima. Estranho, não? (...) Nós continuaremos a gritar: PARA TUDO! Mas olha como é ruim gritar isso sem acento! O acento confere drama, pressa, desespero. E não, não deixaremos de ser desesperadas nem dramáticas (...).. Mas teremos de escrever desse jeito, porque é o que manda a reforma ortográfica que começa a funcionar (...).
        [Jô Hallack, Nina Lemos, Raq Affonso. (02 Neurônios) Folha de S. Paulo. Folhateen, 6/10/08.]

·  [...] Vou sentir falta da velha ortografia, uma falta nada nostálgica, mas visual. "O voo, sem o circunflexo, parece que ficou mais raso e pesado.(...). E o que dizer da nova 'ideia'? Sem o acento agudo tornou-se grave, fechada (...). E os tremas, esses dois pontinhos suspensos, olhinhos fixos que davam tanta graça e elegância à letra 'u'?
                                                                  [Milton Hatoum. O Estado de S. Paulo. Caderno 2, 9/1/09]
 · Proposta de redação:


Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, fazer uma dissertação sobre o tema O que você acha do novo Acordo Ortográfico?

·  Observações:

·  Seu texto deve ser escrito em língua portuguesa;

·  Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;

·  A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

·  Não deixe de dar um título a sua redação;
                                                                                            Profa. Dilma  Oliveira

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