sábado, 11 de julho de 2015

domingo, 24 de novembro de 2013

Alunos do 3ºC e 3ºD:

Para os alunos do 3ºC e 3ºD:

Sobre Manuel Antônio de Almeida:
Manuel Antônio de Almeida (Rio de Janeiro17 de novembro de 1831 — Macaé28 de novembro de 1861) foi um médicoescritor e professor brasileiro.

OcupaçãoMédico (formado), jornalista, funcionário público (administrador daTipografia Nacional)
Filho do tenente Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida. Seu pai morreu quando Manuel Antônio tinha onze anos de idade. Concluiu a Faculdade de Medicina em 1855, mas nunca exerceu a profissão. Dificuldades financeiras o levaram ao jornalismo e às letras.
Foi redator do jornal Correio Mercantil, para o qual escrevia um suplemento, A Pacotilha. Neste suplemento publicou nas paginas dos folhetins sua única obra em prosa de fôlego, a novela Memórias de um Sargento de Milícias, de 1852 a 1853, em capítulos.
Pertenceu à primeira sociedade carnavalesca do Rio de Janeiro, o Congresso das Sumidades Carnavalescas, fundado em 1855.
Foi professor do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.
Em 1858, foi nomeado diretor da Tipografia Nacional. Lá, conheceu o jovem aprendiz de tipógrafo Machado de Assis.
Procurou iniciar a carreira na política. Quando ia fazer as primeiras consultas entre os eleitores, morreu no naufrágio do navio Hermes, em 1861, na costa fluminense.

Obra

Memórias de um sargento de Milícias, de 1852, foi seu único livro. Retrata as classes média e baixa, algo muito incomum para a época, na qual os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre influenciou Manuel Antônio de Almeida no desenvolvimento de sua obra.
Escreveu também a peça de teatro Dois Amores em 1861, que foi apresentada após a sua morte, com música da Condessa Rosawadowska, sem alcançar sucesso.
Também escreveu crônicas, críticas, artigos, etc., publicadas em jornais da época e que foram reunidas em livro, em 1991, por Bernardo de Mendonça a partir da pesquisa de fontes primárias, a começar pelo jornal Correio Mercantil, do Rio de Janeiro. A Obra Dispersa de Manuel Antônio de Almeida reúne não só a colaboração dispersa em jornais e a opereta Dois Amores, mas três antologias complementares: a correspondência ativa, descoberta entre os recentes anos 50 e 60, dirigida a Quintino Bocaiuva, Francisco Ramos da Paz e José de Alencar; os depoimentos de contemporâneos, como Francisco Otaviano, Machado de Assis, Augusto Emilio Zaluar, Felix Ferreira, Joaquim Manuel de Macedo; e, por fim, uma mostra das hesitações críticas nas leituras pré-modernistas das Memórias de Um Sargento de Milícias.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Ant%C3%B4nio_de_Almeida

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

LEITURA VIRTUAL PARA 3ºC e3ºD:

Literatura Africana Contemporânea


A literatura africana contemporânea  não tem recebido, especialmente nos países de língua portuguesa, a devida atenção, merecida por sua importância cultural. Ela tem se manifestado nos diversos idiomas que configuram a teia linguística do continente africano, dos quais os principais são os de origem francesa, inglesa e portuguesa.
Esta literatura se enraíza principalmente no movimento denominado negritude. A primeira leva de escritores africanos, a qual participou do primeiro congresso de escritores da África, concretizado em 1956 na capital francesa, inspirou-se nas revoltas de caráter anticolonialista. Entre eles figuram nomes como Léopold Sédar Senghor, Mongo Beti, Bernard Dadié, Ahmadou Kourouma, Sembene Ousmane, Ferdinand Oyono, Tchicaya U’Tamsi e Sony Labou Tansi.
Já as obras escritas após a emancipação das colônias africanas se basearam em outra realidade, na qual imperavam os governos totalitários, as agitações tribais, as revoluções e golpes de estado. Elas condenavam as atitudes repressivas, os desmandos dos governantes, ou simplesmente narravam as vivências de seus autores sob este contexto. Por outro lado, alguns escritores procuravam resgatar as antigas tradições.
A literatura exercitada neste continente ganhou repercussão mundial por meio de autores renomados e premiados, como Wole Soyinka, da Nigéria; Nadine Gordimer, da África do Sul; e o egípcio Naguib Mahfuz, todos detentores do Prêmio Nobel de Literatura. Destacam-se também o queniano Ngugi Wa Thiong’o, o poeta ugandense Okot p’Bitek, entre outros.
Não se pode subestimar o papel significativo que as mulheres africanas exerceram nesta literatura; em seus livros elas relatam suas experiências complexas e peculiares, em um continente no qual as mulheres ainda enfrentam problemas típicos dos séculos passados, como a poligamia, ser mãe, a prostituição e a subjetividade feminina, além das formas encontradas para fugir da intensa repressão que sofrem.
Escritoras como Amma Darko, Flora Nwapa, Buchi Emecheta, Mariama Ba, Fatou Diome, Bessie Head, Tsitsi Danaremba, entre outras, fazem de sua obra uma bandeira pela integração do feminino na sociedade africana, radicalmente patriarcal e machista, bem como nas decisões econômicas e na vivência cultural.
Na literatura atual sobressaem nomes como os de Mia Couto, José Eduardo Agualusa e José Luandino Vieira. Mia é de uma família de imigrantes portugueses que se fixaram em Moçambique, país onde ele nasceu, em 1955. Ele é hoje um dos autores moçambicanos mais importantes, e traduzido em inúmeros idiomas.
Seus esforços convergem para a elaboração de uma nova narrativa continental. Sua principal obra, Terra Sonâmbula, foi escolhida por um júri especial como uma das melhores produções do século XX. Este romance é constantemente comparado com os livros do brasileiro Guimarães Rosa.
O angolano José Eduardo Agualusa é integrante da União dos Escritores Angolanos. Ele contribuiu não só com sua obra, mas também através da criação, em parceria com Conceição Lopes e Fatima Otero, da editora brasileira Língua Geral, a qual é voltada exclusivamente para a edição de livros no idioma português. Entre suas publicações constam Na rota das especiarias, o Filho do Vento, A girafa que comia estrelas, entre outras.
Outro angolano importante é José Luandino Vieira, nascido em Portugal, mas naturalizado cidadão de Angola por sua imprescindível atuação na construção da República Popular de Angola, logo depois da conclusão da Guerra Colonial. Em 2006 ele recebeu o Prêmio Camões, o mais significativo nas premiações literárias, mas o rejeitou, por acreditar que não está mais literariamente ativo; mesmo depois desse discurso ele ainda lançou mais dois livros, neste mesmo ano. Entre suas criações estão os contos Luanda e Velhas Histórias; os romances Nosso Musseque e Nós, os do Makulusu; entre outras novelas e livros infanto-juvenis.

Fontes:
http://blogs.utopia.org.br/levi/tag/literatura-africana/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto
http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Eduardo_Agualusa
http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Luandino_Vieira

domingo, 17 de novembro de 2013

VESPASIANO MARTINS: Todas as turmas - Língua Portuguesa

O que você acha do novo Acordo Ortográfico?

Está em vigor o Acordo Ortográfico que unifica a escrita em todos os países que falam português. Ainda causador de dúvidas e polêmicas, o Acordo mudou a grafia de apenas 0,5% das palavras escritas no Brasil. Para muitas pessoas, esse assunto é indiferente. Mas quem usa obrigatoriamente a ortografia oficial, como professores, jornalistas, redatores, editores, escritores e estudantes, tem muito o que decorar. "Esse Acordo só interessa ao Brasil", já gritaram certos portugueses. "É útil e facilitará o intercâmbio cultural entre países lusófonos", retrucam especialistas. O fato é que até 2012, o país precisa se adequar às novas regras. O que você acha desse Acordo?

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:

Bom para a unidade e prestígio dos países?


"Para [Evanildo] Bechara, a reforma ortográfica é necessária para defender a língua portuguesa. Trata-se do único idioma falado por um grupo majoritário - mais de 230 milhões de pessoas - no mundo a ter duas grafias diferentes. É essencial que o português se apresente com uma única vestimenta gráfica. Para manter o prestígio e para que seja mais bem ensinado e compreendido por todos".
                                                          [Sylvia Colombo. Folha de S. Paulo. Ilustrada, 29/12/08.]

Somos 230 milhões no mundo


[Veja, Especial, idioma p. 193. São Paulo: Abril. Ed. 2093. Ano 41, nº 52: 31/12/08.]

O (des)acordo ortográfico

"Nesta Folha e em outros veículos, já expressei claramente minha oposição a esse estéril e inoportuno Acordo, cujo custo supera o suposto benefício. Respeito profundamente a posição (...) de homens da estatura e dignidade do lexicógrafo Mauro Villar, [...] e do professor Evanildo Bechara, mas, do baixo da minha insignificância, ouso perguntar: não teria sido melhor esperar que tudo estivesse realmente pronto para "cortar a fita do Acordo?"
                                                        [Pasquale Cipro Neto. Folha de S. Paulo. Cotidiano, 1/1/09.]

Um Acordo e várias vozes

·  "Buemba!Buemba! [...] Novidades da reforma, ops, do puxadinho ortográfico. Tem um botequim no Rio que tá vendendo lingüiça com trema e linguiça sem trema. Com molho e sem molho! Rárará!"
                                                                 [José Simão. Folha de S. Paulo. Ilustrada, p. E9. 13/1/09].

·  "Pára tudo, tivemos uma idéia ótima. Quer dizer... Para tudo, tivemos uma ideia ótima. Estranho, não? (...) Nós continuaremos a gritar: PARA TUDO! Mas olha como é ruim gritar isso sem acento! O acento confere drama, pressa, desespero. E não, não deixaremos de ser desesperadas nem dramáticas (...).. Mas teremos de escrever desse jeito, porque é o que manda a reforma ortográfica que começa a funcionar (...).
        [Jô Hallack, Nina Lemos, Raq Affonso. (02 Neurônios) Folha de S. Paulo. Folhateen, 6/10/08.]

·  [...] Vou sentir falta da velha ortografia, uma falta nada nostálgica, mas visual. "O voo, sem o circunflexo, parece que ficou mais raso e pesado.(...). E o que dizer da nova 'ideia'? Sem o acento agudo tornou-se grave, fechada (...). E os tremas, esses dois pontinhos suspensos, olhinhos fixos que davam tanta graça e elegância à letra 'u'?
                                                                  [Milton Hatoum. O Estado de S. Paulo. Caderno 2, 9/1/09]
 · Proposta de redação:


Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, fazer uma dissertação sobre o tema O que você acha do novo Acordo Ortográfico?

·  Observações:

·  Seu texto deve ser escrito em língua portuguesa;

·  Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;

·  A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

·  Não deixe de dar um título a sua redação;
                                                                                            Profa. Dilma  Oliveira