Leiam com carinho:
Interessante conhecermos a diversidade na Literatura sul-mato-grossense:
Literatura Sul-mato-grossense
Só pode enriquecer uma literatura essa busca apaixonada do que é típico na sociedade, para que a expressão estética represente forças de vida convergentes, construa a autenticidade de dentro para fora, ou seja, buscando justamente o geral e o universal, no homem e suas paixões. Em outras palavras, o regional é o primeiro estágio de toda literatura. Sob pena de cair no despaisamento, no incaracterístico, no formal, nenhuma literatura pode negar as matrizes de que procede o homem que ela traduz e representa. (CESAR, apud CARVALHAL, 2003, p. 143. Grifos do autor)
Ao nos reportamos para a literatura e as artes sul-mato-grossenses encontramos ali as representações mais profundas da identidade cultural sul-mato-grossense. Por serem um referencial de nosso lugar de enunciação e de pertencimento, um composto cultural híbrido, as obras retratam diversos retalhos culturais e nos transportam para outras realidades que se encontram em fronteiras imaginárias e simbólicas. A literatura sul-mato-grossense está repleta de referências que abarcam desde a mais serena relação amorosa, passando pelos grandes relatos memorialísticos, chegando ainda, na instigante relação que as palavras podem manter com as imagens que compõem nossas paisagens. Nesse sentido, há que destacar ainda:
[...] Desta fusão, deve nos interessar, de modo particular, o enfoque sobre obras literárias em Prosa, que, oriundas desta região sul-mato-grossense, já se tornaram referência geral e cultural, sem, no entanto, terem se tornado objeto de abordagem crítica específica. Ao lado dessas obras, resta um significativo corpus de natureza diversificada, como uma visível produção poética que se avoluma e ainda aguarda apreciação em estudos sob esta perspectiva. (SANTOS, 2008, p. 16)
Instigados por uma busca apaixonada do que é típico da sociedade sul-mato-grossense, tal como corrobora Guilhermino Cesar, é que nos voltamos para o nosso locus de pertencimento a fim de validar a forte propensão da literatura, da pintura e das artes como um todo, ao afirmar a representação do homem pantaneiro, além da configuração das paisagens e da cultura às quais pertencemos.
Prof. Me. Grazielli Alves de Lima
Assim, salientamos alguns dos escritores sul-mato-grossenses que o II LocalizARTE MS têm o prazer de apresentar:
ELPÍDIO REIS
Elpídio Reis, escritor sul-mato-grossense, nasceu em Ponta Porã em fevereiro de 1920. Sua trajetória, sobre tudo, foi marcada por muitos estudos: foi advogado, assistente social, jornalista e professor universitário, formou-se ainda em relações humanas, exerceu inúmeros cargos importantes em estados como Bahia e Rio de Janeiro. Foi presidente da Academia Sul Mato Grossense de Letras.
Excelente escritor e poeta, suas histórias nos faz viajar, voltar ao tempo, pois em seu livro Só as doces... Elpídio Reis nos relata um pouco sobre sua trajetória, historias essas que emocionam o leitor, pois nos faz lembrar-se de um passado não muito distante, fatos semelhantes narrados pelos nossos avós ocorridos também no nosso querido estado de Mato Grosso Do Sul.
Grupo 1 : Arlete, Vanusa, Jéssica Alves, Anali (4° semestre Letras /FINAV)
FLORA THOMÉ
Flora Egídio Thomé, nasceu em Três Lagoas, no dia 14 de novembro de 1930. Poeta brasileira, pertence à academia Sul-mato-grossense de Letras, cadeira n 33. Atuou por quarenta e dois anos no magistério na cidade de Três Lagoas. Publicou várias obras entre elas, podemos citar: Cirros(1960), Canção Desnuda, 61, Experimentalismo Polivalente na literatura, Poesia – Antologia Dimensional de poetas Três Lagoenses, poesias – Cantos e Recanto(1987), Retratos(1993), Haicais(1999) e Nas Águas do tempo(2002)
No Mato Grosso do Sul quem trabalha e explora os Haicais é Flora, estes são uma composição poética de origem japonesa, composta de uma estrofe com apenas três versos com uma busca de inovações nas formas literárias os poetas modernistas se aprofundaram nos versos de Haicais de origem oriental.
Guilherme de Almeida foi um dos primeiros escritores que ofereceu a composição e divulgação do Haicai no Brasil, com ele o Haicai atingiu um publico mais amplo, porém quem explora ao máximo a estrutura é Flora, retratando a natureza com tudo a civilização tomada pela industrialização. Ela também retrata experiências e até mesmo a solidão de uma vida dedicada a Literatura, que não deu espaço para que se consolidasse uma vida conjugal, no entanto completa.
Grupo 2 : Barbara, Sandra, Lucimária (4° semestre Letras /FINAV)
HÉLIO SEREJO
Hélio Serejo foi poeta, escritor por excelência, patrimônio sul-mato-grossense em literatura nativas, cujo estado, por sua ACADEMIA DE LETRAS, o tem como BENEMÉRITO DA CULTURA, não necessariamente de qualquer tipo de apresentação.
Ocupante da cadeira 30 na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, da qual foi um dos fundadores, Serejo deixou um legado de 60 obras publicadas. Muitas de suas novelas, contos, romances e poesias tinham como pano de fundo os cenários dos campos de erva-mate, que abundavam no sul de Mato Grosso no começo do século XX. Daquela temática rústica, o autor coletava dados para compor personagens de suas histórias. Começava assim a escrever um vasto catálogo de informações sobre costumes, folclore, fauna, flora e história da região.
Nascido em Nioaque em 1912, Serejo publicou seu primeiro livro, “Tribos Revoltadas”, aos 23 anos. À época, fez curso de sargento, mas por uma traquinagem do destino foi preso como comunista, na Intentona. Até ficar provada a sua inocência, permaneceu seis meses preso no Rio de Janeiro. Ao retornar a Mato Grosso, Serejo atuou como fiscal escrivão e jornalista.
Para os sul-mato-grossenses mais novos talvez não tiveram a oportunidade de conhecer Hélio Serejo, deixemos que ele mesmo se apresente:
Eu sou o homem desajeitado e de gestos xucros que veio de longe. Eu sou o homem fronteiriço que na infância atribulada recebeu nas faces sanguíneas os açoites desse vento, vadio e aragano.
A declaração foi dada no discurso de posse na Academia Mato-Grossense de Letras, em 1973.
Grupo 4: Flávia, Kelly, Michele. (4° semestre Letras /FINAV)
RAQUEL NAVEIRA
Nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 23 de setembro de 1957. Viveu até os 12 anos em São Paulo e depois com o seu avô em uma fazenda que ele tinha em MS. Em sua dedicação acadêmica optou pelo jornalismo e pelo Magistério, além disso, fez Mestrado em comunicação e letras na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo. Essa mulher talentosa atua como poeta, escritora, professora universitária e palestrante. Atualmente já tem publicado quase duas dezenas de livros de poesias e ensaios. Tornou-se escritora reconhecida nacionalmente.
Em suas obras é muito comum encontrarmos traços que marcaram a sua própria vida, pois ela se inspirou a maior parte de seus livros nas próprias vivências, experiências, e tudo aquilo que estava em torno de si. A paixão pela terra natal é evidente na obra. Com total dedicação Raquel apresenta com orgulho e emoção, o prazer de ser campo-grandense, retratando sua cidade como a razão de seu aprendizado. A maior parte de sua vida se ocupou dessa cidade. Para ela foi o centro do seu crescimento, de seu desenvolvimento e de preparação para o mundo.
Algumas de suas obras são: Via sacra (poesias), Fontes luminosas (poesias), Nunca-te-vi (poesias), Fiandeira (ensaios), Guerra entre irmãos (poemas inspirados na Guerra do Paraguai), Pele de Jambo (infanto-juvenil), Portão de ferro (poesias), Caminhos de bicicletas (narrativas e poemas).
Grupo 6: Ivan Lucas, Silmara Beatriz, Petiulia. (4° semestre Letras /FINAV)
Parece que esqueceram do importantíssimo e famoso Manoel de Barros! Se quiserem saber mais, acesse link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Barros
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